Tem aquele anime que ninguém coloca como favorito no começo da temporada e que, no fim, é o que mais te marca. Na primavera 2026, esse anime foi o Class de 2-banme ni Kawaii Onnanoko to Tomodachi ni Natta — ou, em inglês, I Made Friends with the Second Prettiest Girl in My Class. O último episódio foi ao ar nesta terça (23 de junho), e a sensação geral foi a mesma: a galera maratonou, se apegou e ficou com aquele vazio gostoso de quando uma boa história termina.

Aqui no canal foi disparado um dos mais comentados e assistidos da temporada. Então bora fazer jus a ele com um mergulho completo: o que é, por que conquistou tanta gente, quem são os personagens, o que rolou no final e se a gente pode sonhar com uma segunda temporada.

Ficha técnica

Pôster de Class de 2-banme ni Kawaii Onnanoko

Título original: Class de 2-banme ni Kawaii Onnanoko to Tomodachi ni Natta (クラスで2番目に可愛い女の子と友だちになった), apelidado de “Kuranika” Estúdio: Connect Direção: Hideki Tachibana Composição de série: Keiichirō Ōchi Gênero: Romance, comédia, slice of life Episódios: 12 Exibição: 7 de abril a 23 de junho de 2026 Onde assistir: Crunchyroll Material original: light novel de Takata (ilustrações de Tom Osabe no 1º volume e Azuri Hyūga a partir do 2º), publicada pela Kadokawa

Curiosidade que pouca gente sabe: a obra nasceu como web novel no Kakuyomu, em 2020, e ganhou um prêmio especial num dos concursos da plataforma antes de virar light novel oficial. É aquele caso bonito de história que começou de baixo e foi parar na TV.

A premissa: as sextas-feiras que mudaram tudo

A história acompanha Maki Maehara, um garoto solitário que prefere viver no próprio canto, curtindo seus hobbies — anime, games, filmes B — sem se preocupar em fazer amizade. Até que, do nada, ele acaba se aproximando de Umi Asanagi, a garota que os colegas apelidaram de “a segunda mais bonita da turma” (o título tá explicado aí).

O detalhe genial é o ponto de partida da relação: enquanto todo mundo gravita em torno da garota número um, Umi descobre que ela e Maki curtem as mesmas coisas — filmes, jogos, mangá. E aí nasce o ritual que vira o coração do anime: nas sextas-feiras, depois da aula, ela vai pra casa dele, e os dois passam o tempo curtindo aquilo que gostam, longe das expectativas sociais. É simples. E é exatamente por ser simples que funciona.

Por que virou “obra-prima” da temporada

Aqui tá o pulo do gato, e o motivo de tanta gente ter se apaixonado. A maioria das comédias românticas ainda se apoia naquelas muletas que cansam: mal-entendido forçado, triângulo amoroso infinito, protagonista que parece incapaz de ter uma conversa normal. Kuranika faz o oposto.

A relação entre Maki e Umi é genuína. Eles conversam. Eles se apoiam. E — talvez o mais raro — eles crescem como pessoas ao longo da história, em vez de ficar pisando em ovos por 12 episódios. Pra quem é fã de romance e tá cansado de ver casal que não sai do lugar, isso é água no deserto.

E tem uma camada emocional mais profunda por baixo da fofura. O Maki não é só “o solitário” genérico: ele carrega um trauma do divórcio dos pais, e isso criou nele uma crença silenciosa de que todo relacionamento acaba dando errado. A Umi, por sua vez, esconde atrás de uma fachada calma um complexo de inferioridade em relação à melhor amiga. São feridas reais, e o anime trata elas com cuidado — o que dá peso ao romance e faz a gente torcer de verdade.

O resultado é aquele combo difícil de acertar: aconchegante e leve na superfície, mas com substância embaixo. Não à toa virou uma das maiores surpresas do ano e fechou a temporada com recepção amplamente positiva.

Preferiu rever em vídeo? Eu fiz o recap completo desse anime aqui no canal — foi um dos mais assistidos da temporada. Reviva os melhores momentos do Maki e da Umi com a narração do Rebobina:

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Os personagens que seguram a história

Maki Maehara — o protagonista. Introvertido, fã dos próprios hobbies, marcado pelo divórcio dos pais. Seu arco é justamente aprender a se permitir querer alguém, apesar do medo de que dê errado.

Umi Asanagi — a “segunda mais bonita”. Cabelo curto e escuro, postura composta, mas com uma insegurança escondida. É ela quem dá o primeiro passo ao perceber os gostos em comum com o Maki, e é dela um dos arcos emocionais mais bonitos do anime. (Detalhe: a atuação da dubladora Manaka Iwami no papel foi muito elogiada.)

Yuu Amami — a garota número um. Loira, de ascendência estrangeira, ingênua e melhor amiga de longa data da Umi. Longe de ser só “a popular”, ela tem suas próprias camadas e também se interessa pelo Maki ao notar a honestidade e a gentileza dele — o que adiciona tempero à dinâmica sem cair no clichê do triângulo tóxico.

Produção e trilha

A animação ficou por conta do estúdio Connect, com direção de Hideki Tachibana, entregando um visual limpo e fluido que combina com o tom intimista da história. A abertura, “Submarine Youth” (サブマリンユース), é da banda RegretGirl e caiu no gosto de muita gente — daquelas que você já adiciona na playlist (eu confesso que adicionei).

O final — e a evolução do romance ⚠️

Aviso: a partir daqui tem spoiler do desfecho. Se você ainda não terminou, pula pra próxima seção!

O que faz o Kuranika brilhar é que ele não enrola. Ao longo da temporada, a Umi acaba se apaixonando de verdade pelo Maki, e os ciúmes e o jeito defensivo dela (principalmente quando alguém fala mal dele) deixam isso cada vez mais claro. Quando ela se declara, o Maki — preso no medo herdado do divórcio dos pais — inicialmente recusa, achando que não está à altura e que não quer se envolver com ninguém.

Mas a graça está na construção: quanto mais tempo os dois passam juntos, mais o Maki percebe que aquilo que sente é real. No fim, ele encara o próprio medo, se declara e os dois finalmente ficam juntos. É um desfecho que recompensa quem acompanhou — sem deixar a história “no ar” pra forçar continuação artificial. Romance que começa, desenvolve e paga o que prometeu.

Vai ter 2ª temporada?

A pergunta que todo mundo tá fazendo. A resposta honesta, até agora (junho de 2026): nada foi oficialmente anunciado. Mas os sinais são bem promissores, por dois motivos.

Primeiro, a recepção: o anime virou um dos queridinhos da temporada, com buzz que muita comédia romântica sonha em ter. Segundo, e mais importante, o material: a light novel foi anunciada para terminar no volume 10, e a primeira temporada adaptou só o começo dessa jornada. Ou seja — tem história de sobra pra adaptar. O autor, Takata, chegou a dizer que a chance de escrever um spin-off “não é zero”.

Resumindo: não é confirmado, mas seria uma surpresa enorme se a história do Maki e da Umi parasse por aqui. Fica de olho nos anúncios.

Onde assistir (e o que ver depois)

O anime tá disponível legalmente na Crunchyroll. E se você curtiu esse clima de romance gostoso da primavera, dá uma olhada em outros que comentei no fechamento da temporada — em especial o Botan Kamiina e o I Want to End This Love Game, que seguem essa mesma pegada.

E você, o que achou?

Esse foi facilmente um dos romances mais marcantes da primavera 2026 — e, pelo visto aqui no canal, vocês concordam. Me conta nos comentários: o final te satisfez? Você tá no time que quer uma 2ª temporada? E qual foi a cena que mais te pegou? Bora trocar ideia.